E se peço desculpas não é pela demora
Mas por ter de esperar por fazer algo assim
Não me sinto devedor de uma explicação satisfatória
Mas o meu coração já sangrou nanquim
E conto que escrevo porque quero fazê-lo
Meus dedos viram tinta e minha mão é a caneta
No teclado ou no caderno, de verdade ou na cabeça
Mas nas linhas que não caibo, não escrevo, não me peça