Tem uma águia roxa no meu peito
e ela quer gritar
e eu não deixo
e ela é uma escrota
e eu tento não deixar
e ela me bica
e eu me convenço de que é melhor não
e ela me arranca o coração
e eu dou meu coração pra ela
e eu acho uma honra
e ela voa
e eu pego no pé dela pra tentar ir junto
ela bica meus dedos
e eu fico lá
uma hora ela volta
uma hora ela
volta?
p o r f a v
sempre volta...
eu a aninhei em seu lar
e ela vomitou dentro de mim
e eu achei sincero
depois sonhei
que eu era a águia
que ela era eu
e que juntos seríamos o máximo
aí eu acordei
e meu peito parecia bem
mas eu estava cambaleando
por dentro
aí eu ouvi um can
to
tão
lin
do
que tive que olhar pra trás
mas quando olhei
...
des-olhou-me a águia
e voou
e eu achei lindo
mas muito muito triste
e se tivesse olhos,
choraria
mas
só
so
lu
cei
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
powpow esquisito.com
às vezes
é
f
o
d
Ainda que seja pra vir algo de bom.
às vezes o BomBom
parece mais um PowPow
de tiros de borracha
dos tipos que não se dão nem o trabalho
de perfurar a pele como uma bala de verdade
aí só sobra o ardor
e a doce experiência
sonho com o dia em que
sonho sobre valsas
pow pow
é
f
o
d
Ainda que seja pra vir algo de bom.
às vezes o BomBom
parece mais um PowPow
de tiros de borracha
dos tipos que não se dão nem o trabalho
de perfurar a pele como uma bala de verdade
aí só sobra o ardor
e a doce experiência
sonho com o dia em que
sonho sobre valsas
pow pow
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Sacerdotismo
Korine acordou com a fria brisa do ar que gelava suas entranhas e fazia as persianas de seu quarto rebelarem-se contra a própria parede de pedra que as continha.
Desperto, acendeu a lamparina de óleo à cabeceira de sua cama, uma construção de madeira reforçada com colchão e almofadas de pena de ganso, e se levantou ao negro da madrugada que lhe inquietara com suas canções geladas.
Abrindo a porta de madeira que separava seu quarto do santuário, Korine se pôs a pensar se deveria realmente visitar a câmara de seu Deus ou se era melhor que voltasse ao seu sonho, aquele pedaço de desejos manifestados em imagens, único espaço (mesmo que irreal, sabia) onde podia constituir uma família.
Mas não era inocente. Sabia suas responsabilidades. Era o último Sacerdote, último servente de Rhoros, a Vida, e era seu dever dedicar cada segundo a Ele. Ser acordado no meio da noite na verdade fora uma benção, mesmo sendo estranho seu sono profundo conseguir finalmente ser perturbado, pois poderia dedicar mais tempo ao Trabalho.
Desceu a escadaria circular de mármore que levava ao Altar Central, ponderando sobre os reais motivos do seu despertar, pois lembrava-se que, da última vez em que fora acordado, Rhoros tinha de lhe compartilhar um recado extremamente importante. Com isso em mente, apressou o passo e a descida, ansioso, e chegou onde queria, contemplando a grandiosidade extrema daqueles construtos.
O Altar Central era retesado por um gigante salão, uma extensa planície de mármore, marfim e pedra, com bancos de madeira distribuídos simetricamente e uma camada de pó que não era limpa já havia meses, encobrindo o tapete esmeralda com detalhes em dourado que levava ao Altar, de fato, que por sua vez impedia a passagem ao Grande Poço.
O Poço era um gigante buraco que, diziam as lendas, era infinito, e que guardava em suas profundezas o próprio Rhoros, ou assim ouvira dizer Korine, que pôs-se a observar de fato a construção que retesava seu real objetivo ali.
De fato, somente um Deus (ou uma centena de escravos) poderia ter conjugado aquela união de beleza, realismo e realeza que permeava o Altar Central.
Estátuas de diversas manifestações da Vida, esculpidas em bronze e pintadas em ouro e prata, cercavam a estante de livros sagrados e o pódio, onde antigamente os Sacerdotes falavam suas preces, bênçãos e sermões para uma miríade de pessoas, ou pelo menos assim ouvira dizer Korine.
Uma orquídea esculpida se encontrava no topo de um tronco de mármore, e Korine retirou uma de suas pétalas, conectadas à flor dourada por um fio de prata, um mecanismo antigo, porém sofisticado e útil, que revelava as escadas a caminho da Câmara Sagrada.
Erguendo o alçapão revelado embaixo do tronco que suportava a orquídea, uma vez mais descia aqueles degraus, para realizar seu Trabalho. Korine agora se colocaria à disposição de Rhoros, com corpo e mente, para que seu Deus pudesse obter todo o impulso e dedicação necessários para sua preservação e eternidade.
Desperto, acendeu a lamparina de óleo à cabeceira de sua cama, uma construção de madeira reforçada com colchão e almofadas de pena de ganso, e se levantou ao negro da madrugada que lhe inquietara com suas canções geladas.
Abrindo a porta de madeira que separava seu quarto do santuário, Korine se pôs a pensar se deveria realmente visitar a câmara de seu Deus ou se era melhor que voltasse ao seu sonho, aquele pedaço de desejos manifestados em imagens, único espaço (mesmo que irreal, sabia) onde podia constituir uma família.
Mas não era inocente. Sabia suas responsabilidades. Era o último Sacerdote, último servente de Rhoros, a Vida, e era seu dever dedicar cada segundo a Ele. Ser acordado no meio da noite na verdade fora uma benção, mesmo sendo estranho seu sono profundo conseguir finalmente ser perturbado, pois poderia dedicar mais tempo ao Trabalho.
Desceu a escadaria circular de mármore que levava ao Altar Central, ponderando sobre os reais motivos do seu despertar, pois lembrava-se que, da última vez em que fora acordado, Rhoros tinha de lhe compartilhar um recado extremamente importante. Com isso em mente, apressou o passo e a descida, ansioso, e chegou onde queria, contemplando a grandiosidade extrema daqueles construtos.
O Altar Central era retesado por um gigante salão, uma extensa planície de mármore, marfim e pedra, com bancos de madeira distribuídos simetricamente e uma camada de pó que não era limpa já havia meses, encobrindo o tapete esmeralda com detalhes em dourado que levava ao Altar, de fato, que por sua vez impedia a passagem ao Grande Poço.
O Poço era um gigante buraco que, diziam as lendas, era infinito, e que guardava em suas profundezas o próprio Rhoros, ou assim ouvira dizer Korine, que pôs-se a observar de fato a construção que retesava seu real objetivo ali.
De fato, somente um Deus (ou uma centena de escravos) poderia ter conjugado aquela união de beleza, realismo e realeza que permeava o Altar Central.
Estátuas de diversas manifestações da Vida, esculpidas em bronze e pintadas em ouro e prata, cercavam a estante de livros sagrados e o pódio, onde antigamente os Sacerdotes falavam suas preces, bênçãos e sermões para uma miríade de pessoas, ou pelo menos assim ouvira dizer Korine.
Uma orquídea esculpida se encontrava no topo de um tronco de mármore, e Korine retirou uma de suas pétalas, conectadas à flor dourada por um fio de prata, um mecanismo antigo, porém sofisticado e útil, que revelava as escadas a caminho da Câmara Sagrada.
Erguendo o alçapão revelado embaixo do tronco que suportava a orquídea, uma vez mais descia aqueles degraus, para realizar seu Trabalho. Korine agora se colocaria à disposição de Rhoros, com corpo e mente, para que seu Deus pudesse obter todo o impulso e dedicação necessários para sua preservação e eternidade.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Horizonte
e vai e vem
e vem e vai
aquilo que grita pra sobreviver
tem de ter mais poder
que o grande vazio
senão sua voz vira gota
e não rio
e pende e vai,
receia e volta
a pressão do que está
e o calor do que pode
só cessam quando
um destes
explode
o Pêndulo pende
não por indecisão
mas por insegurança
de se dar razão
(o relógio rebate-bate
urgindo o futuro de vir
mas o futuro é preguiçoso
e não gosta de ordens ouvir
portanto deixa o Sr. Ponteiro ansioso
até o seu tempo existir)
mas eis que o balançar eterno
enjoa
então é necessário dizer
"Voa,
alma que flutua!
Corre,
pé que, calejado, fraqueja.
Abracem e criem,
mãos e braços disformes!"
e se retoma
o tique taque
e vem e vai
aquilo que grita pra sobreviver
tem de ter mais poder
que o grande vazio
senão sua voz vira gota
e não rio
e pende e vai,
receia e volta
a pressão do que está
e o calor do que pode
só cessam quando
um destes
explode
o Pêndulo pende
não por indecisão
mas por insegurança
de se dar razão
(o relógio rebate-bate
urgindo o futuro de vir
mas o futuro é preguiçoso
e não gosta de ordens ouvir
portanto deixa o Sr. Ponteiro ansioso
até o seu tempo existir)
mas eis que o balançar eterno
enjoa
então é necessário dizer
"Voa,
alma que flutua!
Corre,
pé que, calejado, fraqueja.
Abracem e criem,
mãos e braços disformes!"
e se retoma
o tique taque
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Imposto
de vez em quando
a agitação
dissolve meus pensamentos
e seguranças
aí flutuo
volto, tudo mudou
nada
mudou nada
dor
nadador do mundo
tudo muda
eu tenho mania de combinar as palavras do fim do verso com as pala
vras do começo do próximo
tô sendo egocêntrico
então vamos falar sobre...
socialismo
eu quero fazer o possível para construir um projeto de sociedade socialista
aff de novo eu eu eu
eu é legal
tô meio confuso
perdido, tal(qual a)vez
em que me compreendi
não tô querendo publicar isso daqui
então não vou
pq eu sou assim
só quero expressar uma porção de coisas que eu nem sei nomear
uma delas é fome
as outras quinhentas eu juro que não sei
vixe publiquei
a agitação
dissolve meus pensamentos
e seguranças
aí flutuo
volto, tudo mudou
nada
mudou nada
dor
nadador do mundo
tudo muda
eu tenho mania de combinar as palavras do fim do verso com as pala
vras do começo do próximo
tô sendo egocêntrico
então vamos falar sobre...
socialismo
eu quero fazer o possível para construir um projeto de sociedade socialista
aff de novo eu eu eu
eu é legal
tô meio confuso
perdido, tal(qual a)vez
em que me compreendi
não tô querendo publicar isso daqui
então não vou
pq eu sou assim
só quero expressar uma porção de coisas que eu nem sei nomear
uma delas é fome
as outras quinhentas eu juro que não sei
vixe publiquei
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
O que é
a língua na boca
que beija e gorjeia
o leve do pé
que corre e escanteia
os dedos na mão
que percorrem e pinçam
com as digitais
que, seguras, interpretam
a força nos braços
de quem tem história para contar pelos olhos
e para fazer...
o brilho do lago onde se banha aos domingos com a família debaixo da cachoeira
ou às vezes a sós consigo
o divino dos cabelos é
a desgraça dos lábios de alguém
que é alguém que desgraça os cabelos de
quem é divino também
o peso nos ombros que arrasta(m) cabeças que querem
cabeças rolando
é leveza e almofada pro traseiro
de ninguém que seja humano de fato
mas os dentes estão
a pele também
o couro resiste
e a alma...
amém
que beija e gorjeia
o leve do pé
que corre e escanteia
os dedos na mão
que percorrem e pinçam
com as digitais
que, seguras, interpretam
a força nos braços
de quem tem história para contar pelos olhos
e para fazer...
o brilho do lago onde se banha aos domingos com a família debaixo da cachoeira
ou às vezes a sós consigo
o divino dos cabelos é
a desgraça dos lábios de alguém
que é alguém que desgraça os cabelos de
quem é divino também
o peso nos ombros que arrasta(m) cabeças que querem
cabeças rolando
é leveza e almofada pro traseiro
de ninguém que seja humano de fato
mas os dentes estão
a pele também
o couro resiste
e a alma...
amém
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Eu acho que eu entendo a UNESCO
eu não entendo como minha cabeça funciona
mas às vezes tenho impressões de que entendo
minhas impressões
de que eu entendo
*AVISO: Não foi detectado papel na impressora. Reiniciar?*
mas o que são afinal as narrativas pós-modernas?
fragmentação
do indy
víduo
vida-viaduto
vira adulto
viu?
baboseira
não existe a sociedade pós-industrial
porque ainda se fabricam
...
não existe a sociedade pós-industrial,
ela ainda se fabrica
...
tecido não-tecido
boom!
pulei a referência
engoli a bibliografia
não peguei a piada
não vou te explicar
não vou me explicar
eu acho que eu entendo como algumas coisas funcionam
por exemplo, a UNESCO, a mensagem, uma ou outra coisa sobre o capitalismo
mas se eu explicasse eu não ia acreditar
tudo é determinado
por um conjunto infinito de coisas,
que, já que é infinito,
é impossível de se determinar em sua totalidade
etc.
mas nóis tenta, ô se tenta
e que bom,
graças a
*Reiniciar?*
mas às vezes tenho impressões de que entendo
minhas impressões
de que eu entendo
*AVISO: Não foi detectado papel na impressora. Reiniciar?*
mas o que são afinal as narrativas pós-modernas?
fragmentação
do indy
víduo
vida-viaduto
vira adulto
viu?
baboseira
não existe a sociedade pós-industrial
porque ainda se fabricam
...
não existe a sociedade pós-industrial,
ela ainda se fabrica
...
tecido não-tecido
boom!
pulei a referência
engoli a bibliografia
não peguei a piada
não vou te explicar
não vou me explicar
eu acho que eu entendo como algumas coisas funcionam
por exemplo, a UNESCO, a mensagem, uma ou outra coisa sobre o capitalismo
mas se eu explicasse eu não ia acreditar
tudo é determinado
por um conjunto infinito de coisas,
que, já que é infinito,
é impossível de se determinar em sua totalidade
etc.
mas nóis tenta, ô se tenta
e que bom,
graças a
*Reiniciar?*
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Manifesto Diferente
Porque um
mundo de fato
belo e imundo
- como todo bom mundo
devia ser - é feito
de atos
de coragem
e de fúria
nesse imundo todo
a indiferença - que parece
que te limpa
- só te põe no mudo
e não muda nada
por isso e por meio deste
se atesta que nós da terra e do
concreto
do fogo e do ar
do punho, de carne e osso
aquelas e aqueles que carregamos
inseguranças medos incertezas lutas desejos vontades esperança e
uma beleza que é muito nossa
nós que temos no peito a humanidade imunda
acreditamos no mundo em que
mimam
miram
morrem
mesclam
mijam
mordem
podem
põem
papam
pegam
pintam
penteiam
preparam
derrubam
decoram
deitam
dormem
dobram
dão
distribuem
divertem
acertam
aquecem
acolhem
ajudam
alimentam
alentam
aturam
adoecem
aspiram
respiram
ressurgem
rateiam
rodeiam
libertem
pois bem,
um mundo em que todas e todos
merecem.
Até lá, está declarada proibida e
indiscutivelmente será censurada
a não-diferença!
mundo de fato
belo e imundo
- como todo bom mundo
devia ser - é feito
de atos
de coragem
e de fúria
nesse imundo todo
a indiferença - que parece
que te limpa
- só te põe no mudo
e não muda nada
por isso e por meio deste
se atesta que nós da terra e do
concreto
do fogo e do ar
do punho, de carne e osso
aquelas e aqueles que carregamos
inseguranças medos incertezas lutas desejos vontades esperança e
uma beleza que é muito nossa
nós que temos no peito a humanidade imunda
acreditamos no mundo em que
mimam
miram
morrem
mesclam
mijam
mordem
podem
põem
papam
pegam
pintam
penteiam
preparam
derrubam
decoram
deitam
dormem
dobram
dão
distribuem
divertem
acertam
aquecem
acolhem
ajudam
alimentam
alentam
aturam
adoecem
aspiram
respiram
ressurgem
rateiam
rodeiam
libertem
pois bem,
um mundo em que todas e todos
merecem.
Até lá, está declarada proibida e
indiscutivelmente será censurada
a não-diferença!
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Um Rapaz Top
Eu tenho que ser um bom cidadão
e prestar atenção em tudo
tenho que prestar pra vida
tenho que sair pro mundo
desde cedo aprendi:
tenho que
mundializar meu pensamento
pensar o universo
diminuir as dívidas e com quem divido
e quanto aos lucros, fazer o inverso
tenho que brilhar porque eu posso tudo nesse mundão de oportunidades
tendo ou não as sortes (que tive) de estudar em escolas boas com uma família que (nem sempre) apóia sem (ter que) trabalhar antes dos 18 e ter nascido homem cisgênero hétero
tenho que chegar (lá)
antes de todo mundo
e sem tempo pra comemorar porque tenho que
cumprir com minhas promessas
minha responsabilidades
minh compromissos
min regras
mi exigências
m obrigações
tarefas
exercícios
oleirites
pedidos
entregas
valores
éticas
trabalhos
diplomacias
etiquetas
decoros
vícios
estragos
erros
maus hábitos
café cigarro coca
cola
cerca.
Aí eu respiro
fundo
muito fundo.
inalo.
exalo.
exausto.
e em vez de tenho que
eu thank you (obrigado)
e de nada me valem esses pesos
e tropeços
que me distraem
de mim
mesmo
afinal...
e prestar atenção em tudo
tenho que prestar pra vida
tenho que sair pro mundo
desde cedo aprendi:
tenho que
mundializar meu pensamento
pensar o universo
diminuir as dívidas e com quem divido
e quanto aos lucros, fazer o inverso
tenho que brilhar porque eu posso tudo nesse mundão de oportunidades
tendo ou não as sortes (que tive) de estudar em escolas boas com uma família que (nem sempre) apóia sem (ter que) trabalhar antes dos 18 e ter nascido homem cisgênero hétero
tenho que chegar (lá)
antes de todo mundo
e sem tempo pra comemorar porque tenho que
cumprir com minhas promessas
minha responsabilidades
minh compromissos
min regras
mi exigências
m obrigações
tarefas
exercícios
oleirites
pedidos
entregas
valores
éticas
trabalhos
diplomacias
etiquetas
decoros
vícios
estragos
erros
maus hábitos
café cigarro coca
cola
cerca.
Aí eu respiro
fundo
muito fundo.
inalo.
exalo.
exausto.
e em vez de tenho que
eu thank you (obrigado)
e de nada me valem esses pesos
e tropeços
que me distraem
de mim
mesmo
afinal...
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Me Reescrever
no vapt-vupt do furacão das minhas
dores
eu me absorvo e respiro,
não desisto.
Talvez a vida me traga pétalas,
talvez espinhos de vez em quando - mas sempre florese eu saberei melhor separar o A do B
sentir o aroma ou o sabor de sangue
quando tempos menos turvos vierem...
Tenho esperança
mas não faço só esperar
Me acalmo
mas não deixo a vida (me) passar.
dores
eu me absorvo e respiro,
não desisto.
Talvez a vida me traga pétalas,
talvez espinhos de vez em quando - mas sempre florese eu saberei melhor separar o A do B
sentir o aroma ou o sabor de sangue
quando tempos menos turvos vierem...
Tenho esperança
mas não faço só esperar
Me acalmo
mas não deixo a vida (me) passar.
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